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Viajar sozinha com 3 filhos? Nunca mais!



Ontem embarquei literalmente numa aventura com os três. Vir de Aracaju para Brasília de avião com os meninos. Lembrando que Dudu tem 04 anos, Arthur 02 e Pedro quase 02 meses. Só o fato de ter cogitado a ideia de vir já foi uma insanidade, e na hora que comecei a arrumar as malas, aquele tanto de coisas já me deu vontade de desistir ou deixar o Dudu e o Arthur e vir só com o Pedro.

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imagem: uol.com

Claro que não fiz isso, comecei a arrumar as malas 02 dias antes da nossa vinda, afinal, com 03 pequenos não poderia esquecer nada. Mas claro que sempre falta alguma coisa e dessa vez, ao menos do que já percebi, os sapatinhos do Pedro ficaram para trás.

Ontem de manhã precisei correr na pediatra dos meninos com o Pedro, que havia tossido demais a madrugada toda. Às 8 da manhã já estava no consultório com ele. Ainda faltava a minha mala e a do Pedro para finalizar. Depois de consultado,  com vários remédios e cuidados prescritos, voltamos para casa.

Como vou ficar muito tempo fora, precisava deixar todas as contas pagas. Deixei o Pedro em casa e corri no caixa eletrônico mais perto lá de casa. Aproveitei para comprar os chocolates das professoras dos meninos que eu não tinha comprado até então.

Chegando em casa, Dudu veio correndo me dizer que a barriga estava doendo. Lá do quarto dos meninos, a minha funcionária me grita para dizer que o Arthur estava com diarreia. Uau, o negócio estava mais tenso do que nos meus piores pensamentos.

Liguei para a pediatra, que de pronto me atendeu, talvez pensando que fosse algo com o Pedro, aí aviso que Dudu estava sentindo muita dor na barriga, ela me prescreve uma medicação. Dou a medicação, ele deita. De repente começa a se contorcer e dizer que a dor estava pior. Tosse para cá, tosse para lá. Adivinhem? Sim, meu sofá ficou todo batizado com o vômito do Dudu.

Nessa hora falei que não viajaria mais, afinal, só uma doida para embarcar sozinha com três crianças, sendo que uma delas estava vomitando e sentindo dor na barriga. Pois é, definitivamente, posso dizer que sou louca, afinal, encarei a viagem com eles.

Antes de embarcar, ligo para a nossa querida pediatra (tipo anjo mesmo!) e digo que, além da dor na barriga, Dudu havia começado a vomitar sem parar – nessa hora ele já havia vomitado mais 3 vezes. Outras medicações e nada de água e comida. Nisso, Arthur já havia trocado de fralda umas 3 ou 4 vezes, porque estava com diarreia.

Enquanto tudo isso acontecia, acredito que falei que não iria viajar umas 10 vezes. Choro do Dudu para cá e para lá, “mamãe, eu não vou vomitar, me leva para Brasília?”, ok, vamos para o aeroporto!

Fiz o nosso check in, enquanto o atendente finalizava, dei o remédio que a pediatra havia mandado dar. Foi só colocar na boca, que o Dudu pôs tudo para fora, sim, lá no check in e todo mundo olhando com cara de espanto. O pai sai correndo com ele e Arthur para o banheiro, enquanto eu estava assinando toda a documentação e despachando carrinho, bebê conforto e quase que a casa toda.

Embarque sendo finalizado, só faltaram chamar no microfone os nossos nomes. Eu toda feliz porque havia conseguido colocar o Pedro no WrapSling (que vou falar depois, mas já digo que super vale a pena ter) com a ajuda do pai dos meninos. Até que na hora de passar pela Polícia Federal, a agente me manda tirá-lo de lá. Minha cara de espanto não adiantou nada, aliás acho que até atrapalhou.

Enquanto o Dudu foi na frente, eu tirava o Pedro do Sling, o Arthur estava no colo do pai aos prantos, porque ele não iria conosco. Corri para acudi-lo e tentar fazer com que ele viesse. Depois de muito escândalo, eu largou do pai. Nisso no embarque, os nossos nomes eram repetidos a todo instante.

Não consegui colocar o Pedro sozinha e ninguém conseguiu ajudar. Então o jeito foi ele ir no meu colo e os meninos, graças a Deus, foram com uma funcionária da empresa aérea até a porta do embarque. Para minha surpresa, ou desespero, um outro funcionário me informou que eu não poderia embarcar sozinha com os três. Como não? Havia comprado as passagens e ninguém me falou da proibição. Ele foi até o avião e pediu autorização ao comandante, que nos liberou.

Cruzei com ele no meio do caminho e ele me disse que achava que era dois bebês de colo, e aí se fosse, realmente não poderia embarcar sozinha. Tudo bem que se eu chegasse a esse ponto, uma camisa de força me cairia super bem.

Enfim, dentro do avião, em nossos lugares, avião decola. Dudu dorme, Arthur perturba a todos na frente, atrás, não quer cinto de segurança, todo mundo olhando e pensando (certamente) “essa mulher é uma louca!”. De repente Dudu acorda, tosse e, claro, vomita todo o avião. Peço saquinhos e a comissária me entrega, mas um “a senhora precisa de alguma ajuda” não existe.

Dudu vomitou umas 5 vezes e Arthur com diarreia. Claro que não tinha condição alguma de troca-lo e o cheiro forte no avião vinha dele. Me fiz de desentendida, afinal, como iria trocar a fralda dele, com o Pedro no meu colo e o Dudu vomitando sem parar?

Chegando em Brasília solicitei o carrinho, mas para fechar com chave de ouro essa verdadeira insanidade, não paramos em um finger, precisamos pegar um ônibus até o desembarque. Mas o carrinho estava lá, junto com o bebê conforto (que eu não havia solicitado). Na hora de descer do ônibus, a minha sorte foi que um rapaz, super simpático, me ofereceu ajuda, eu aceitei de pronto, quase que dando os meninos para ele levar e eu sair correndo daquele lugar.

Assim que vi os meus irmãos, entreguei os três e sai correndo. Um misto de desespero com alívio. Fui pegar as malas e todos me olhando, enquanto as malas não chegavam. Certamente deviam olhar e dizer “será que ela jogou os meninos fora?”, “será que ela largou todos para trás, para vir pegar as malas?”. Mas a grande verdade é que todos olhavam e eu senti os olhares de reprovação, admiração e espanto!

Pois é, eu sobrevivi, mas posso garantir que não faço isso nunca mais na vida! Viajar com três crianças tão pequenas?!? Só se for com alguém para me ajudar!!! Aliás confesso que ainda não sei como será a nossa volta para casa. Como vou passar um longo período por aqui, não quero nem pensar nisso agora!!! Vou ali tentar me acalmar um pouco para dar conta dos meus três amores!

Mas, antes, fica a dica: não cometam a insanidade de viajar com três crianças sozinha! Aliás com duas crianças e um recém nascido, porque a chance de você ter a vontade de sumir depois é enorme! Defintivamente a primeira grande diferença depois da chegada do terceiro filho é perceber que viajar sozinha com eles não é uma coisa prazerosa como era quando só tinha dois filhos. Não pelo bebê em si, que é super fácil de viajar, mas por todo o contexto que está à volta.

 



  • Tatiane

    Meu Deus,amiga vc foi mto forte , parabéns . Eu viajei com os meus gêmeos q estavam com 4meses e foi uma luta quase desisto no meio do caminho faço ideia do que vc passou.

  • Carla Nayara

    Tenho certeza que o real motivo de ter atrapalhado tanto sua viagem foi as crianças estarem passando mal. Talvez ate por ansiedade da viagem mesmo. Ah e muitas vezes esse desespero bate aqui em casa com simples passeio e com UMA criança só heim. hahahaha . Mães, mães…