Essa semana comemora-se oa Semana Mundial do Aleitamento Materno e, resolvi compartilhar com vocês a minha experiência com o aleitamento do Dudu.
Hoje, ele está com 1 ano e 9 meses, já não mama mais, mas mamou até 1 ano e 8 meses (amanhã faz um mês que resolvi que não iria mais amamentá-lo).
Resolvi parar com a amamentação do Eduardo, porque já não estava sendo legal pros dois. Explico. Eu ficava nervosa, porque qualquer coisa ele já vinha correndo e pedia “po po” (peito), além disso ele sempre acordava à noite para mamar, mesmo comendo super bem no jantar. Fiz alguns testes e percebi que não era fome, era só para fazer de chupeta.
O desmame é a substituição progressiva do leite materno que é a única fonte de nutrição do bebê para dieta habitual da família. Segundo orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as mulheres amamentem exclusivamente até os 6 meses, ou seja, que não deem mais nada ao bebê além do peito nesse período, e que depois mantenham o leite materno na alimentação da criança até os 2 anos ou mais.
A partir dos 6 meses,o leito materno sozinho não é capaz de prover todos os nutrientes que o bebê precisa. É necessário que a criança entre em contato com novos sabores, do doce para o salgado, do branco para o colorido, do líquido para o pastoso e pedaços, além de estímulo para a mastigação e introdução de fibras vegetais para a fisiologia intestinal.
A lactação é um processo complementar a gestação e durante esse processo para que ocorra a produção de leite devem-se assegurar nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido. Nesse período ocorre um aumento considerável da demanda metabólica materna, de forma que várias alterações fisiológicas são necessárias, entre elas: melhora capacidade absortiva através da mucosa intestinal, aumento da ingestão de alimentos, aumento do aporte de sangue na glândula mamária e debito cardíaco, favorecendo ainda mais a disponibilidade de substratos e hormônios para glândula mamária.
Algumas modificações iniciam-se na gravidez com finalidade de preparar o organismo materno para uma adequada lactação, nesse período a mãe acumula uma grande quantidade de reservas lipídicas, principalmente no tecido adiposo.
A ocorrência de uma gravidez não planejada durante o período de amamentação pode ser um fator de instabilidade da relação entre mãe e bebê. Assim, a anticoncepção eficiente é assunto de extrema importância a ser abordado ainda durante o pré-natal, quando o conhecimento acerca dos métodos disponíveis, suas vantagens e desvantagens, permite à mulher e seu médico a identificação do que melhor se adapte à realidade do casal. A grande variedade de opções anticoncepcionais na atualidade permite que se atinjam bons níveis de adesão e baixa incidência de efeitos indesejados, com segurança para amamentação.
O método da amenorréia da lactação define-se como a prática do aleitamento exclusivo, por tempo não superior a seis meses, estando a mãe sem menstruações; quando corretamente aplicado, pode atingir alta eficácia.