Reflexões de Mãe

Ser mãe é superar limites diariamente

Ser mãe é superar limites diariamente. Não estou querendo super dimensionar as funções que uma mãe desempenha, mas irei mostrar que a maternidade nos dá uma força que, até nos tornarmos mães, jamais saberíamos ser capazes de saber.

Desde a gestação, quando o corpo da mulher é um espaço para dois corpos e dois corações, temos uma certa noção do quanto somos fortes e por que não dizer especiais? Afinal, conseguir gerar um filho é uma dádiva e tanto. Coisa que não saberia nem expressar em palavras.

Aí vem o nascimento. Seja parto normal ou cesárea, a mulher terá dores e sentimentos jamais sonhados, jamais imaginados, jamais sentidos. Que superação, não é, mesmo? Muitos podem não entender, mas a mulher depois do nascimento de um filho se torna ainda mais forte, ainda mais determinada! Portanto, nunca duvide de uma mãe!

Voltando à questão da superação. Teve o parto, teve as dores, teve os desconfortos. Vem a amamentação. Quantas mulheres superam dores ainda mais doloridas do que passaram num parto. Peito rachado, peito sagrando, peito fissurado. Quanta superação, quanto emponderamento, existe no ato de amamentar.

Não é a toa que muitas mulheres desistem de amamentar em razão das dificuldades iniciais. Confesso que já julguei muito outras mães que recusaram continuar amamentando o bebê em razão das dores, mas, hoje, me arrependo, afinal, são dores que, realmente, tem que ter muita superação para conseguir aguentar.

Ser mãe é superar limites diariamente. Não importa se o seu filho é um recém nascido ou se ele tem 18 anos. Em todas as fases da maternidade, a superação é algo que acompanha a mãe!

Passada as dores iniciais da amamentação, vem as terríveis cólicas. Choros aflitos de um recém nascido, a ponto de enlouquecer qualquer ser humano, mas para uma mãe, mesmo que ela tenha vontade de fugir, ela estará ali aguentando todo choro, todo contorcionismo do seu bebê.

Ai vem todas as outras fases iniciais, inclusive a introdução alimentar, que muitas vezes, é um verdadeiro “deus nos acuda”. E por que superação aqui? Porque, de verdade, conseguir fazer essa transição não é para qualquer pessoa. É um momento onde precisamos ter muita paciência, muita resignação e, sim, muita superação a cada colher negada daquela papinha que você fez com todo amor e carinho.

Depois vem os primeiros passos, onde o bebê muitas vezes acaba se machucando, e você, tem vontade de levá-lo para sempre no colo, assim, ele não precisará se machucar novamente, mas é claro que, com todo amor materno, você engolirá as lágrimas que surgem a cada machucado, para estar ao lado do seu bebê para que ele comece mais uma nova fase.

Enfim, vem o “terrible two”, uma fase que é repleta de birras, de choros homéricos no meio do shopping – uma fase até então desconhecida e que demanda uma paciência sem fim dos pais, mas, desculpem-me, pais, a paciência da mãe nessa fase é maior do que a de vocês.

E o que falar das noites em claro cuidando de um filho doente? O que falar de doenças mais graves – e aqui não tem como não citar o caso de coqueluche do Arthur, que nos exigiu, nos primeiros dias de vida dele, ficar num isolamento de um hospital – que nos tiram o chão, que nos faz ajoelhar ao chão e pedir a Deus que livre o nosso pequeno de qualquer enfermidade.

E quando a alfabetização do seu filho começa? Nossa, me encontra nessa fase com o meu filho mais velho, e como estou me superando diariamente! É muita paciência, em momentos que eu achava que não daria conta de enfrentar, aliás se não fosse meu próprio filho, confesso, que já teria jogado pro alto e soltado “então, chega, eu não vou mais estudar com você”.

Mas com filho, é tudo muito diferente! Por isso que digo, ser mãe é superar limites diariamente!