Reflexões de Mãe

Se pudesse trocaria de lugar com meu filho



Já passei por muitas situações delicadas na vida, mas algumas das piores, sem dúvida, foram depois que me tornei mãe. Aliás, todas elas aconteceram com o meu filho do meio.

Logo após seu nascimento, no dia da alta, ele ficou internado por conta de uma icterícia, que poderia ser tratada em casa com banhos de sol – ele nasceu no verão no Nordeste brasileiro, ou seja, sol até às 19h.

Quando teve alta e fomos para casa, ele começou com tosse, corisa e não melhorava. Ficava roxinho e algumas vezes, desfalecia por 3, 5 segundos – que para mim, pareciam horas, dias. E aí descobrimos a coqueluche. Sem dúvida, o pior momento da minha vida!

Veio o isolamento num hospital sem estrutura alguma para nos atender, quase 7, 8 dias em que tudo o que eu fazia era ter forças para cuidar de um recém nascido, enquanto o filho mais velho sequer pode ver a mãe e seu irmão.

Agora estou do lado de fora do centro cirúrgico, onde ele se encontra com o pai para a realização da cirurgia de postectomia – fimose para ser mais objetiva.

Uma cirurgia tranquila, assim definida pelos médicos. A anestesia é via inalatória – uma fumacinha boba, segundo o anestesista, mas para a mãe aqui, não tem nada de simples, não tem nada de boba. É meu filho que tanta coisa já passou em seu pouco tempo de vida!

Todos ao redor me olham, afinal, sou a única que derramo lágrimas… agora imaginam se souberem qual a cirurgia que ele está se submetendo? Vão pensar que sou uma louca, exagerada, que não precisaria de nada disso.

Mas quem é mãe sabe que você daria a sua própria vida para que o filho não precisasse entrar num centro cirúrgico, ainda que seja para uma cirurgia simples, como os médicos gostam de dizer.

Eu juro que, se pudesse, trocaria de lugar com ele!Coração de mãe apertado