Reflexões de Mãe

Quando me comparo a minha mãe

Quando me comparo à minha mãe – não acontece sempre – eu acabo me condenando como uma péssima mãe em alguns sentidos, sobretudo, ao perceber que estou cometendo os mesmos erros, que me faziam chorar lá atrás. E isso me dói. Tudo o que eu dizia que não faria quando fosse mãe, hoje estou fazendo.

Quando me comparo à minha mãe…

percebo que eu estou tratando os filhos de forma diferenciada, e na verdade, não precisaria me comparar, porque a nova por aqui é escutar do filho mais velho “mamãe, por que você trata o meu irmão do meio diferente de mim?”, mas isso é assunto para um próximo texto.

Quando me comparo à minha mãe…

eu tenho a certeza de que todas as mães são diferentes umas das outras, e aí me pego rindo das “novas mães” numa eterna batalha, sobretudo nas redes sociais, em quererem se sobressair como melhor mãe do que a outra pelo simples fato de ter tido o parto do tipo “X” ou porque conseguiu amamentar o filho até tantos anos, afinal a maternidade vai além do parto e da amamentação.

Quando me comparo à minha mãe…

eu percebo que cada mulher tem o seu próprio jeito de maternar, e quando você tenta seguir determinadas regras impostas nos livros com conteúdo materno e não consegue, você se frustra, mas também se sente forte, porque você mesma impõe suas próprias regras. Já até escrevi sobre a biblioteca da mamãe.

Quando me comparo à minha mãe…

Não sei se estou agindo certo em ter deixado uma profissão promissora para trás e ter me dedicado exclusivamente aos meus filhos. Ela, ao contrário, deu prioridade à profissão e hoje é extremamente realizada.

Quando me comparo à minha mãe…

eu tenho a certeza de que cada mãe ama de um jeito muito particular. O fato de não demonstrar amor de forma expressa – com um “eu te amo”, com um abraço, com um beijo – não quer dizer que ela não me amava – ai como me questionei isso na minha infância e na minha adolescência.

Quando me comparo à minha mãe…

percebo que a mãe de “antigamente” é bem diferente da mãe “atual”. As coisas atualmente nos exige que sejamos uma mãe “perfeita” (e que nunca vamos conseguir ser), enquanto que antigamente não existia tanta comparação entre as mãe. Cada uma seguia seu instinto e criava do jeito que o coração mandava. Lembre-se, a mãe perfeita é um mito.

Quando me comparo à minha mãe…

tenho a certeza de que todas as vezes que eu questionei se ela me amava, percebo que perdi foi o meu tempo, porque, sim, ela sempre me amou, até mesmo nos momentos em que eu tinha a certeza de que ela nunca havia me amado, afinal, cada mãe tem o seu jeito de amar, mesmo que a criança e/ou adolescente questione aquele amor.

E você se compara ou já se comparou em algum momento à sua mãe?