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Pai não é ajudante



Pai não é ajudante. Pai participa da mesma forma como a mãe. Isso é algo que ainda é polêmico, pois para alguns, o fato do pai trocar fraldas ou até mesmo, ficar com os filhos para a mãe poder sair com as amigas, ainda é visto como um absurdo.

Mas por que? Porque, infelizmente, ainda existe o machismo em nossa sociedade. Isso é algo inquestionável, né?

No entanto, já percebo mudanças enormes, principalmente, se comparo o pai que o meu foi para mim e o pai que o meu marido é para os nossos filhos. O amor é inquestionável, mas as atitudes, ah, isso posso elencar aqui as principais diferenças.

O meu marido, não só troca fraldas, coloca pra dormir, dá comida, como fica com os meninos para eu sair com as amigas, por exemplo. E sabe o que é ainda mais natural por aqui? Ele sabe que eu não fiz os meninos sozinha, então, não questiona nem espera eu pedir que ele tome alguma atitude em relação às crianças.

Eu sei que nem todo pai é assim, mas se for o seu caso, saiba que você tem como fazê-lo entender que as obrigações são mútuas, e que ele não é apenas um ajudante!

Como transformar o pai ajudante em um pai atuante?

Vejo muitas mulheres reclamando que os pais dos filhos não fazem absolutamente nada, e quando faz, acaba reclamando, não faz do jeito que elas desejam. Sabe o que acontece?

Se você reclama, porque ele não faz do jeito que você gostaria, você acaba criando uma barreira, e o homem não gosta de ser criticado, sobretudo na frente de outras pessoas.

Se ele fizer, ainda que do jeito dele, parabenize! Diga que ele está sendo um ótimo pai e exemplo para o (s) filho (s).

  • Saia de casa e deixe-o sozinho com o (s) filho (s)

Mesmo que você o incentive a participar de todas as funções que um filho demanda, mas ainda assim, o pai não “acorda para vida”, então tome uma medida mais drástica.

Saia de casa, nem que seja para andar à toa – isso vai ser ótimo para você poder respirar também. Sem você em casa, sem qualquer ajuda, o homem vai ter que tomar decisões sozinhos, e aí, pode ter certeza, ele vai começar a se envolver em tudo o que diz respeito ao (s) filho (s).

  • Não tome a iniciativa. Deixe que ele se vire.

Mesmo que você esteja em casa, permita que ele tome a iniciativa de trocar uma fralda, dar a comida ou até mesmo colocar para dormir. Aqui vale até uma mentirinha, do tipo “estou com dor de barriga”, afinal, se você está com uma diarréia, você não tem a menor condição de fazer o que quer que seja, não é verdade?

Como mãe de três meninos, já percebi algo no comportamento masculino, eles têm a tendência natural, desde pequenos mesmo, em achar que a mulher tem que tomar a iniciativa. Por exemplo, aqui em casa tudo é “mamãe, pega água pra mim”, “mamãe, estou com fome”. Depois que percebi isso, sempre que o pai está em casa, solto “peça ao papai”.

Sim, eu estimulo que eles peçam ao pai, justamente, para o pai participar – apesar dele sempre ser muito participativo, se ele percebe que os meninos pedem apenas para mim, ele não toma a iniciativa – e para os filhos também entenderem que não é só a mamãe que faz as coisas por eles, mas o papai também.

Sugiro, inclusive, que os pais que me leem agora comecem a ler sobre “paternidade ativa”, e entendam como é importante a participação efetiva deles na vida dos filhos, aliás, não só importante, como imprescindível e fundamental.