Mommies & Goodies, Mommy to be, Psicologia

O uso excessivo de celular pelos pais e o prejuízo na atenção aos filhos.



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Antes, o uso do telefone celular implicava em receber e fazer chamadas. Hoje, existe uma gama completa de funções que incluem desde mensagens de texto, voz, vídeos, jogos e acesso a redes sociais. E, como um ímã, ficamos presos a essa tecnologia. Conseguimos dialogar com pessoas conhecidas e desconhecidas, deixando de fazer o esforço natural dos encontros presenciais. A sensação, por vezes, é de que ficou muito mais cômodo se relacionar à distância, fugindo dos transtornos cotidianos: trânsito, insegurança, falta de tempo, custos, dentre outros.

Ficar em casa ou no ambiente de trabalho, ter acesso a essa variedade de possibilidades parece que em vez de ampliar e aproximar as pessoas, acabou nos afastando delas. O face à face é virtual, quando há. Os encontros são através de aplicativos que aparentemente nos tornam próximos, mas parece que não necessariamente.

Alguns relatos que ouço em consultório é que, em família, cada sujeito encontrou a sua bolha. E assim, o diálogo se esvaneceu. Os hábitos então se modificaram. Enquanto conhecemos e dialogamos com milhões de pessoas no mundo, ficamos em silêncio com os nossos filhos que estão do nosso lado buscando sentido nessa relação.

Fato é que essa nova geração está competindo com a tecnologia. Estar com os pais não significa estar efetivamente em relação com eles. Se o celular existe, uma lacuna pode surgir. Façamos então simples questionamentos. Quantas horas por dia você fica somente com seu filho? Quanto tempo você consegue estar com seus filhos, interagir com eles sem olhar, responder ou mandar uma mensagem rapidinha pelo celular? Quanto tempo o seu celular fica sem sinalizar que você recebeu mensagens, visualizações, curtidas, perguntas enquanto você está face à face com os seus filhos?

A tentação é grande. As respostas surgem sim. Algo do tipo: “Eu me tranco no banheiro para ficar jogando.”, “Eu tento fazer as duas coisas ao mesmo tempo.”, “Eu deixo meus filhos brincando sozinhos.”. Enfim, para a criança e para quem está desejando seu olhar, sua atenção, fica difícil se sentir plenamente atendido. E aí entra a frase: Mais vale qualidade do que quantidade.

Interagir, olhar nos olhos, sorrir, escutar, são habilidades que deveriam ser treinadas, pois somos seres sociais. O alerta é para o desuso desses comportamentos dentro de casa, com a nossa família, em especial, que é a primeira base da nossa formação. A necessidade de estarmos conectados e evitarmos esse diálogo presencial, autêntico e repleto de emoções pode nos deixar isolados, com a sensação de solidão, de vazio, pode gerar ansiedade e estresse pela inabilidade criada, pode prejudicar as relações de confiança construídas esforçadamente com os nossos filhos.

Perdemos a oportunidade de conhecermos melhor os nossos filhos, de entendê-los, de senti-los efetivamente. Que tal uma reflexão sobre os valores que estamos passando adiante ou estamos deixando de passar? Um final de semana sem o uso de celular na família é um grande passo. Vamos nos conhecer?

Podemos fazer as refeições juntos, podemos conversar sobre tudo, podemos dar risadas e chorar apenas contando o que houve durante a semana, podemos lembrar das nossas histórias, das histórias de nossos parentes e contar para os nossos filhos, podemos nos ver, nos tocar, nos beijar, nos abraçar sem o “touch” quase que obrigatório no aparelho celular.

Podemos viver e ter histórias para lembrar do tempo que estamos passando ao lado dos nossos filhos, porém sem interagir com eles. A foto do celular ficará em nossas memórias, gravadas com emoções em nossas lembranças. Isso terá um valor talvez muito maior do que uma selfie qualquer, tirada em um mais um dia, sem o calor dos nossos filhos participando das nossas vidas.

A palavra que deixo para análise das suas atitudes é MODERAÇÃO. Como em tudo na vida. Tecnologia possui muitos benefícios, mas use com parcimônia. Dê atenção aos seus filhos, não transforme o celular em mais um membro da família que necessita de atenção plena e exclusiva.

O seu tempo de exclusividade pode ser melhor aproveitado na construção da sua família.

Ressignifique o valor que cada um tem e reposicione os lugares de prioridade. Você pode ser eternamente grato por essa mudança e seus filhos também.

Forte abraço,

Juliana Benevides

Psicóloga Clínica CRP 17.844/01 SRVTN

Edf Centro Empresarial Norte bloco B sala 720 – Brasília – DF

celular: (61) 9138-3359

email: julianabenevides@gmail.com

instagram: juliana.benevides



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