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O que falta na maternidade atual é respeito



Ser mãe nos dias atuais tem sido mais difícil do que na época da minha mãe. Não me resta qualquer dúvida sobre isso! Na época da minha mãe não existiam as redes sociais, aliás, sequer se cogitava em existir Internet. Na época da minha mãe o máximo que existiam eram os pitacos alheios – que até hoje persistem e insistem em continuar existindo – mas nada que passasse disso. Na época da minha mãe não havia competições entre mães – acho isso tudo muito louco, afinal, cada um sabe a melhor forma de criar os seus filhos. Bato na tecla: não existe receita pronta para criação de filhos.

Então, diante de tudo isso, não me resta qualquer dúvida de que na maternidade dos dias atuais o que falta é respeito. Respeito às decisões que os pais tomam em relação à criação dos filhos, respeito ao fato de que a mãe quer buscar uma alimentação o mais saudável para os filhos ou até mesmo, a praticidade sem se encanar muito com a questão nutricional. Respeito, respeito, respeito. Aliás vale aqui citar o conceito de respeito, quem sabe assim, as pessoas comecem a entender que o fato de uma família tomar determinada decisão não quer dizer que será certa ou errada para você, já que a decisão é daquela família, não da sua.

Consideração; sentimento que leva alguém a tratar outra pessoa com grande atenção, profunda deferência, consideração ou reverência: respeito filial.Obediência; acatamento ou submissão: respeito às leis.Apreensão; sensação de medo.Maneira de se tratar um assunto; ponto de vista.Que ocasiona alguma coisa; motivo, razão.s.m.pl.Homenagens ou cumprimentos: apresentar seus respeitos.Dizer respeito a. Ter relação com: tudo isto diz respeito a um fato de suma importância.loc. prep.A respeito de; com respeito a; respeito a. Relativamente a, no tocante a, com referência a.(Etm. do latim: respectu)

Por que, então, as pessoas – e aqui cito sem medo 99% das mulheres – insistem em julgar a decisão de alguma família? O fato de você não concorda com determinada situação não te permite julgar ou sequer ter a audácia de dizer que aquela decisão está errada, que você não aceita, que isso ou aquilo… Presenciei recentemente uma mãe ser atacada virtualmente – pois é, as ofensas, em sua maioria, vêm das redes sociais, porque, não acredito que se a pessoa estivesse cara a cara com a outra teria tanta “coragem” em manifestar palavras tão grosseiras – por ter decidido colocar o seu filho com 1 ano e 2 meses numa escolinha.

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Se a família não tem quem cuide de uma criança nessa idade ou até mesmo, acredita que a melhor decisão seja não ter uma babá e o bebê vá para a escola ou creche, ótimo, a realidade dessa família só a cabe a ela mesmo. Nesse ponto, eu já tive várias opiniões – de concordar que a escola é melhor do que uma babá, de achar que o melhor é ficar em casa – mas, hoje, a minha opinião é justamente a de que “a realidade da família só ela mesma quem sabe”. Portanto, se uma mãe decidir que o ideal para o seu filho é ir para uma creche aos 06 meses, por exemplo, a mim não cabe julgar, afinal, eu não sei como funciona a casa dessa pessoa. A mim cabe, sim, apoiar a decisão que essa família tomar, já que sei o quanto é difícil esse momento de decisão.

E tudo isso se aplica em tudo na maternidade – da escolha do tipo de parto, se vai ou não amamentar (apesar de ser uma defensora ferrenha do aleitamento materno, não me cabe julgar a decisão de uma mãe que não quer amamentar), se vai introduzir a alimentação sólida da forma tradicional ou por BWL, por exemplo.

Ser mãe já é algo tão difícil naturalmente falando, então por que dificultar ainda mais com tantas cobranças, tantos julgamentos, tantos mimis? Se você é mãe, por que não tomar a decisão neste exato momento de que não vai mais julgar as outras mães? Melhor ainda, por que nesse exato momento, você se compromete a respeitar as decisões e atitudes tomadas pelas outras famílias? Claro desde que tais atitudes não comprometam a vida de uma criança.

Tenho certeza de que se o respeito existisse, a maternidade nos dias atuais não seria tão tensa, ao invés, de intensa! Portanto, respeito é o que devemos ter onde quer que estejamos, com quem quer que seja!