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Mãe feliz, filhos felizes!

ensaio-andreia-fernandes

Me analisando ao longo dos nascimentos dos meus filhos me percebo uma nova mulher à chegada de cada um. No primeiro, me entreguei totalmente a ele, no segundo, consegui ser menos “galinha com pintinho embaixo da asa” e, agora, no terceiro, sou mulher e mãe. Exatamente nessa ordem! E sabem por que? Porque mãe também é gente. É demorei ter 03 filhos para entender isso e me sinto na obrigação de dividir tudo isso com vocês!

No meu primeiro filho, esqueci de mim, esqueci de marido, esqueci do mundo e me enfiei numa bolha onde só cabia eu e o Eduardo. Não pensem que a bolha estourou rápido. Não, eu só consegui entender que éramos dois seres distintos, quando ele tinha por volta de 02 anos. Aí voltei pra academia (minha paixão!), voltei a ir ao salão toda semana, voltei a ser mulher.

Logo em seguida, acabei engravidando do Arthur, mas já estava numa fase onde eu conseguia pensar em mim também. No entanto, o Eduardo ainda era o centro de todo o meu universo. Antes ele e só depois o resto do mundo, onde eu me incluía.

Quando o Arthur nasceu, eu já consegui perceber que as coisas eram bem mais tranqüilas do que eu construi em torno do nascimento do Eduardo. O mundo não iria se acabar se eu saísse para ir ao salão ou me ausentar por 01 hora para praticar atividades físicas. Eu consegui entender que “há vida após a maternidade”. E não precisei me enfiar numa bolha com meu mais novo bebê; até porque se fizesse isso, precisaria colocar o Dudu na bolha também, ou seja, não ia rolar. Hahahaha.

Com o Arthur (meu segundo filho), as coisas foram mais tranquilas, mas, confesso que, ainda não saia de casa com o coração tranquilo. Ia pra academia logo após amamentá-lo, chegava lá e já ficava nervosa pensando que ele poderia acordar ou ficar com fome (louca, porque ele já tinha o ritmo de mamar de 3 em 3 horas; eu não ficava nem 1 hora e meia fora de casa). O mais difícil era acompanhar o marido nas saídas noturnas. Eu tirava leite, deixava os meninos e saía, mas não estava 100% no lugar, pensando em mil e uma coisas. Preciso dizer que só sai, após o nascimento do Dudu, à noite, pela primeira vez quando ela estava com mais de 1 ano e 8 meses. Tá, loucura, hoje reconheço!

E, agora, com o Pedro, posso dizer que as coisas são mais leves, mais gostosas e não existe qualquer bolha ao nosso redor, até porque seria uma grande loucura, afinal, tenho mais 02 filhos pequenos que precisam (e muito) da mamãe.

Eu estou super feliz, consigo praticar minhas atividades físicas sem me preocupar se ele vai acordar ou não, consigo ir ao salão semanalmente, consigo, até mesmo, sair à noite e chegar de madrugada, sem me preocupar se ele vai sentir minha falta, se ele vai chorar, porque não estou ali. E preciso dizer que a minha maternagem, hoje, é muito mais gostosa, muito mais leve, muito mais feliz!

Não posso deixar de dizer que uma das grandes lições, após 3 filhos, é que preciso vir em primeiro lugar e depois pensar neles, afinal do que adianta fazê-los felizes se não estou? Não é egoísmo. É uma verdade que ninguém pode discutir, afinal, os filhos só serão verdadeiramente felizes, se a mãe o for!

A grande verdade é que a maturidade e as experiências anteriores me tornaram uma mãe mais feliz, mais leve e mais completa, afinal, aprendi que mãe também é gente! E posso te garantir, se eu consigo, você também consegue.

Crie uma rotina! Esse é o meu grande conselho para quem deseja exercer o papel de mãe e de mulher sem se culpar, sem enlouquecer.

Por exemplo, quer sair para uma balada? Tire leite durante toda a semana, peça ajuda para alguém da sua rede de apoio (se não tiver ninguém, procure referências de babysitter, por exemplo), se organize, e no grande dia, saia e se jogue! Esqueça o (s) filho (s), que estarão no outro dia, logo cedo, acordados querendo você, mas, durante a noite, dormirão tranquilamente sem sequer saber se você está no quarto ao lado ou não!

Filhos precisam de mães felizes. Nunca se esqueça disso!