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Intuição na maternidade



Intuição na maternidade. Existe ou não existe? Será apenas uma invenção ou realmente as mulheres desenvolvem essa habilidade após o nascimento do filho? Pois é ela existe, sim!

E se tem algo que devemos usar e abusar na maternidade é a nossa intuição. Não adianta lermos mil e duzentos livros, e na hora de colocarmos em prática, nosso coração diz que aquilo ali não serve para o nosso filho. A nossa intuição é algo tão poderoso que não devemos ignorá-la jamais.

Nesses meus quase 05 anos como mãe aprendi a escutar muito mais o meu coração do que estudos científicos, livros sobre comportamento infantil ou quase coisa assim relacionada.

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Lembro-me logo quando o Eduardo nasceu fui tentar colocar em prática todos os ensinamentos do livro Encantadora de Bebês (da capa azul) e quase entro em parafuso, porque tentava, tentava, tentava e nada do Dudu entrar no ritmo imposto pelo livro. Me senti uma péssima mãe, mas ao mesmo tempo, me vi tomando as rédeas da minha própria maternagem, afinal, desde quando se aprende a ser mãe nos livros?

Aprendemos a sermos mães na prática, observando o nosso bebê, aprendendo o que eles gostam, ou não, no dia a dia. Claro que podemos aprender algumas lições, que servirão para os nossos filhos, nos mil e um livros que existem sobre a maternidade, mas é preciso lembrar que cada criança é única, então, pode ser que o que deu certo para a autora de determinado livro, não dê certo com o seu ou com o meu. Isso não quer dizer que as lições dela são falsas, apenas que para o caso dela, deu tão certo, que ela quis passar adiante.

Lembro que da técnica “EASY” – “eat, activities, sleep, you” (comer, brincar, dormir e cuidar de você) – do livro Encantadora de Crianças eu segui à risca com o Dudu nos primeiros meses, mas percebia o quanto ele ficava irritado depois de comer e eu queria brincar com ele, então adaptei a técnica do livro de uma forma diferente, antes de mamar, eu brincava com ele, depois ele dormia. E, mais, de todas as lições do livro tirei uma regra de ouro para o meu caso: a rotina é imprescindível!

Agora para que possamos ter a nossa intuição aguçada precisamos conhecer os nossos filhos. E como conseguimos isso? Estando presente a cada momento desde o nascimento. De que adianta você querer conhecer o seu filho se você sequer chega perto dele, terceirizando tudo o que diz respeito ao bebê a uma babá, a uma enfermeira? Pode ter certeza de que assim você jamais conseguirá entender o que se passa num choro mais estridente ou num chorinho mais suave. Pois é, existem vários tipos de choro, você não sabia?

Não quero dizer que não se deve ter babá, enfermeira ou qualquer outro tipo de cuidadora para o seu filho. Eu não tive com nenhum dos três, mas sei que cada caso é um caso. O que quero dizer é que, por mais que você tenha várias pessoas para te ajudar com o seu filho, lembre-se que você é a mãe, você é quem estará com ele para o resto da vida. Funcionários saem e quem fica é você!

Então a melhor forma de aprender a ouvir o seu coração de mãe, a sua intuição de que algo é bom ou não para o seu filho, é sendo mãe! Não apenas uma mãe que coloca o filho no mundo, mas uma mãe que cria, que aprende os desejos de um bebê tão pequeno, que tem o choro como a única forma de comunicação. E, pode ter certeza, depois que você conhecer o seu filho de cabo a rabo, a sua intuição de mãe nunca falhará!