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{dica de mãe para mãe} Xô chupeta!



Hoje é dia de dividir com vocês a experiência da minha AMADA AMIGA, mãe de seis, Julyana Mendes. Isso mesmo! Mãe de SEIS! 6! 6! 6!

A Jú é um encanto! Pessoa muito iluminada, amiga e que consegue sei lá como dar conta de cuidar de si (gente, ela é linda! Super antenada e bem cuidada! rsrsrs!), da grande família, da profissão (ela é engenheira civil) e ainda dá atenção mega para as amigas e para os filhos dos amigos. Tanto é que é a idealizadora de dois projetos apaixonantes: BAMBOLER e FRIDAY CLUB.

Bárbara e eu já falamos inúmeras vezes sobre o Bamboler aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e em mais outros tantos posts aqui pelo Baby Dicas, projeto pelo qual somos apaixonadas e fãs de carteirinha.
E o FRIDAY CLUB? Esse é só para mulheres! Clique aqui e conheça mais sobre esse projeto!

Ela tem muiiiita coisa para dividir conosco, mas vamos começar conhecendo a estratégia usada por ela para fazer com que seus pimpolhos, em especial, as trigêmeas, largassem seus “bubus”!

Obrigada Jújú por nos permitir dividir com nossos leitores mais essa experiência!

Divirtam-se com a leitura!!!

fadas6

Chupetas e Fadas

por Julyana Mendes

“Oi meninas!

Eu vou contar para vocês como foi que minhas filhas, trigêmeas, largaram a chupeta. Mas antes deixa eu contar como foi que aconteceu com meus três meninos mais velhos.

Como eu falei aqui tenho 6 filhos. Quando resolvi que iria tirar a chupeta de Pedro Henrique, ele tinha 3 anos e lembro que foi uma negociação. Na realidade, uma doação. Ele, apaixonado por aviões (e é até hoje, com 18 anos) deu suas chupetas para um avião que viajamos para visitar a vovó. Não teve muito drama depois e os “bubus” foram esquecidos.

Com Luís Felipe foi uma troca. Ele tinha 4 anos! Demorei a tirar porque João Eduardo tinha nascido há pouco tempo, tínhamos mudado de cidade e depois de casa. Então não quis que ele vivenciasse mais uma mudança aos 3 anos. Bem, com 4 anos ele fez uma troca. Deu as chupetas e ganhou um presente. Na primeira noite até que ele dormiu bem. Mas nas outras noites, foi um drama! Quis devolver presente, ficou de mal de todo mundo, um horror! Aprendi nessa época, com um terapeuta, algo que utilizo até hoje com todos eles: “você vai dar conta!”

Isso mesmo. Dizer isso reforça a autoestima deles. Claro que largar a chupeta não é fácil. Assim que nascemos NÓS ensinamos a eles como ela é essencial: para dormir, para acalmar, para confortar, para coçar a gengiva… e agora, de repente, tchau? Como assim?

E eu digo: assim mesmo! Dando tchau, mas mostrando empatia com o sofrimento deles. Mostrando que entendemos que é ruim, que tem saudade, que tem vontade, que está difícil para dormir. Mas que eles dão conta.

Lembro de dar a mão para Luís Felipe e dizer: “filho, você fez uma escolha. Já demos as chupetas. Não tem mais. Estou aqui, vamos dormir juntos e você vai dar conta!” E com os dias ele passou a dar conta! E a se orgulhar disso. Porque foi reforçado. “Mãe eu dei conta!” Imagine o que isso não faz na autoestima de uma criança!? O perceber que elas conseguem, que elas tem autonomia e capacidade para fazerem o que pretendem, de acordo com a maturidade em cada faixa etária. Se sentirem capazes dá autonomia a elas, e, no futuro, isso é muito importante para a formação do sujeito. Agora vocês imaginam o que aconteceria se eu cedesse ao choro e devolvesse a chupeta? Dentro dele não poderia nascer um sentimento do tipo: “não consegui.” ?

Bem Luís Felipe deu conta. E João Eduardo voltando de uma ida ao dentista onde a mesma perguntou: “você ainda chupa chupeta?”, chegou em casa e jogou todas as chupetas no lixo! Assim mesmo. Tchau!

Quando chegou a vez das meninas eu pensei: “três!!! Como vou tirar a chupeta de três ao mesmo tempo??” Então essa oficina de ideias, que é a minha cabeça, pensou em um ritual. Algo que marcasse esse momento, essa passagem.

Conversei com elas e combinamos que faríamos a Festa da Doação das Chupetas para o Mundo das Fadas! E durante semanas imaginamos como seria esse momento, para onde as chupetas iriam.

Fiz 3 bolsinhas que colocaríamos numa árvore para as fadas buscarem as chupetas e deixarem em troca uma boneca. Encomendamos um bolo lindo e doces. Elas escolheram cores (azul e amarelo) e participaram de tudo!

Convidei pessoas importantes para a vida delas. Primos, avós, tios. E o irmão Luís Felipe leu para todos o livro “O Balde da Chupeta”. Um livro fofo e que tratava do mesmo tema.

Elas acharam o máximo! E no final da festa demos tchau às chupetas. Deixei que dormissem na minha cama. Apagaram. Nos dias seguintes um ou outra reclamava de saudade. Mas eu dizia: “vocês deram conta!”

Fácil não é. Não mesmo! Mas todos nós damos conta!!

Não ficou tudo lindo?? Elas amaram! E foi um super incentivo!

Beijos!”