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Coqueluche: um trauma na minha vida!

Coqueluche: o maior trauma da minha vida como mãe até aqui.

Demorei muito para conseguir sentar e escrever um post sobre a coqueluche, doença que acometeu o Arthur quando ele estava com 20 dias de vida. Demorei, porque até hoje me dói lembrar de tudo o que passamos. A falta de precisão do diagnóstico, o isolamento num hospital, onde o atendimento foi horroroso, a minha saudade do Dudu, que não podia nos visitar. enfim, até hoje, depois de 02 anos, ainda me dói!

Mas, por outro lado, eu preciso relatar sobre esta doença que, até então, eu achava que não existia, afinal, nenhum médico durante o meu pré natal mencionou que ela havia voltado, nenhum médico me informou que existia uma vacina, que a gestante poderia tomar para evitar que o seu filho contraísse a doença, até porque o bebê só toma a vacina no segundo mês de vida. Ou seja, até então, ele não tem nenhuma proteção contra essa doença.

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Não sabemos como Arthur contraiu a coqueluche, mas acreditamos que tenha sido ainda na maternidade, mais precisamente, na Unidade Semi Intensiva em que ficou por 48 horas, já que a pediatra de lá não deu alta para ele, alegando uma grave icterícia (o que, sinceramente, não tinha a menor necessidade, depois constatada pelos pediatras que hoje o acompanham). Mas por que lá?!? Porque, infelizmente, os pais que ião visitar os seus filhos não lavavam as mãos, não usavam as máscaras solicitadas antes de entrar lá na UI. Além disso, todas as pessoas que foram nos visitar na maternidade e em casa não estavam com qualquer sintoma de gripe.

Enfim, depois de uns 10 dias em casa, Arthur começou a corizar sem parar, levamos à pediatra, que receitou alguns medicamentos para fazer nebulização. Fizemos como nos mandou, e de nada adiantava, até que começou uma tosse horrível em que algumas vezes, ficava roxinho, tendo desfalecido em duas ou três ocasiões (não me lembro direito). Lembro sim o quanto eu chorava, o quanto eu sofria em não conseguir entender o que estava acontecendo com o meu recém nascido.

Até que num sábado, pedi ao meu marido que me levasse num pronto socorro, porque aquilo não estava normal. Ele ainda tentou dizer que não havia necessidade, mas lembro que gritei que se não levássemos, ele poderia morrer. Vocês têm ideia do meu desespero?!? Fomos e chegando lá o médico plantonista nos diz “ele está com coqueluche”, depois de realizado alguns exames!

Como assim, doutor?!? Essa doença não existe mais!!! Não é possível, com o meu filho, não. Pois é, com meu filho, infelizmente, sim. E sim, aquela doença havia voltado com tudo para o nosso país e até mesmo nos EUA, desde 2010, mas numa incidência maior desde 2011 até os dias atuais. E aí o meu questionamento até hoje: por que ninguém fala? por que ninguém nos alertou antes?

Bem, sei que permanecemos por quase 05 dias no isolamento de um hospital que era para ser referência, mas que só tenho uma péssima lembrança de tudo o que passei por lá. Inclusive relatei aqui, pois não aguentei tanto descaso e despreparo. Confesso que toda vez que me lembro dos dias em que fomos tão destratados me bate uma revolta! Na verdade, o hospital não era preparado para lidar com um bebê recém nascido e a única maternidade privada de Aracaju não aceitava ele de volta por lá.

Aí vou um pouco antes, por que o obstetra que eu havia escolhido para me acompanhar no pre natal e fazer meu parto não me avisou da doença e que existia uma vacina que eu poderia tomar para evitar que o meu filho pegasse coqueluche?!? Acho que o erro já foi daí, né?!?

Fato é que depois dessa doença horrível ter aparecido por aqui, fui ler e estudar muito para poder entender e ajudar as pessoas para que não passassem nunca por tudo o que passei.

Para quem ainda nao sabe, hoje em dia, já está disponível na rede pública de saúde do Brasil, a vacina que protege a mãe e o bebê da coqueluche, como de outras doenças. Quando a gestante deve tomar a vacina? A partir da 27ª semana de gestação até a 36ª semana de gestação e poderá ser administrada até no máximo 20 dias antes da data provável do parto. Portanto, meninas, vacinem-se! E lembre-se de perguntar se a vacina é acelular!

A coqueluche voltou realmente e qualquer coisa que pudermos fazer para salvar os nossos filhos é válida! Sinceramente, não desejo a ninguém tudo o que eu e Arthur passamos.