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A morte na visão infantil



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Hoje é dia da coluna da Dra. Juliana Benevides que esclarece a dúvida de uma mãe leitora, que nos enviou um email, questionando sobre como lidar com o filho que tem falado muito de morte, inclusive nas brincadeiras com seus bonecos, sempre alguém acaba morrendo.

A Dra. Juliana preparou um texto super especial e que pode ser fonte para muitas famílias que não sabem lidar com a morte no mundo da criança.

Lembrando que, se você tiver alguma dúvida, pode nos enviar um email para contato@babydicas.com.br, que a Dra. Juliana Benevides terá o maior prazer em responder!!!

Vamos ao texto de hoje???

Brincando se compreende muito!

Recebemos a solicitação de uma leitora para falar sobre seu incômodo com relação ao filho que, quando brinca, sempre fala em morte e um personagem da brincadeira sempre morre. A morte na brincadeira infantil nem sempre tem o sentido da morte na vida real. Precisamos compreender o que significa para esta criança a morte.

Pode ser apenas uma expressão comum de raiva ou ela efetivamente pode estar matando esse brinquedo como parte do processo da brincadeira. Devemos nos atentar sobre o momento vivenciado pela criança, ou seja, ela viu, leu, escutou, presenciou algum evento relacionado à perda?

Isto está sendo trabalhado na escola como tema para desenvolvimento e compreensão do ser humano? Nas práticas religiosas que você frequenta esse tema é discutido? Qual o interesse dela por esse tema? Nas reuniões com amigos, a brincadeira se apresenta muito diferente?

São muitas as perguntas que devemos nos fazer, mas com certeza, não será através de perguntas que ela responderá. Analisar apenas os fatos isoladamente pode trazer prejuízos para a análise do que realmente pode estar acontecendo. Então, entre na brincadeira!

Seja um personagem, lute, brigue, ame, aja e interaja com o brinquedo de seu filho. Liberte-se da sua fase “adulta” por alguns momentos e se permita experienciar e explorar esse sentimento com ele! Quem sabe assim, você pode aproveitar a oportunidade e esclarecer algumas questões de acordo com a idade dele?!?

Atenção apenas para não punir ou retirar esse direito de brincar criativa e livremente! Não existe um ato de brincar negativo, a criança apenas expressa o que pensa nesta fase ou sentimentos que está passando. O restante a gente tira de letra!

Tenho sugestões de livros para dar que tratam do tema de forma espontânea, como parte do ciclo vital:

* Os Porquês do Coração, de Conceil C. Silva

* ‘Cadê meu avô’, de Lídia Carvalho

* Eu vi mamãe nascer, de Luiz Fernando Emediato

Um abraço!