Reflexões de Mãe

Como aprendo com o meu marido a ser mãe

Dizem que aprendemos a ser mãe com o (s) filho (s), né? Mas eu hoje quero contar como aprendo com o meu marido a ser mãe. Mulher, por natureza, é um ser que gosta de complicar as coisas; o homem, não sei o porquê, é sempre mais objetivo. Isso acontecia aqui em casa, até eu parar e observar o meu marido a ser pai.

Ficava muito impressionada com o fato de ele ir sozinho para o cinema com os três, por exemplo. Pegar 3 copos, 3 sacos de pipoca e todo o resto. Eu fiquei doida as vezes que fui sozinha e acabei até desistindo. Numa dessas idas ao cinema, fiquei de lado, só observando como ele dava conta daquilo e não ficava nervoso.

E, gente, sério, foi algo tão banal, tão simples, que eu custei a acreditar que realmente não havia cogitado fazer da mesma forma. Sabe o que ele fez? Deu um saco de pipoca para cada um dos meninos (exceção do bebê), bem como o suco de cada um.

Sabe o que eu fazia? Queria levar tudo sozinha e simplesmente era impossível, porque além de todos os apetrechos, incluindo carrinho, ainda tinha pipoca, sucos e por aí vai.

Ou seja, meu marido me ensinou de uma forma tão simplória, mas super efetiva, que os meus filhos já são capazes de terem responsabilidades, que eles conseguem, sim, carregar um saco de pipoca com o suco, sem que eu precise me descabelar ou até deixar de ir ao cinema com eles, por desespero de pensar na logística necessária.

Você sabia que o pai não é ajudante da mãe?

Um outro fato que, também, me tocou e me ensinou a ser mãe com o meu marido, foi o seguinte: certa vez, fomos à praia, como de costume. Na hora de ir embora, eu sempre ficava estressada, porque quando chegasse em casa, ainda teria que dar um banho de verdade em todos eles.

Se os meninos adoecem, eu já ficava louca, não dormia e ficava ao lado deles à noite toda, mesmo que fosse uma gripe boba. Meu marido, não. Ele medica, fica com eles até dormirem e depois volta para a cama e dorme à noite toda.

A maternidade se torna difícil quando não se tem ajuda 

Sinceramente? Hoje os meninos estão numa fase que se sentirem mal, eles já conseguem ir para o meu quarto, então por que ficar acabada no dia seguinte por conta de uma gripe qualquer? Não faz sentido, né?

Mas eu só aprendi isso com o nascimento do terceiro filho e depois de muito brigar com o marido, porque achava o fim do mundo ele não agir como eu.

Uma outra coisa que o meu marido me ensinou e, eu juro que se não fosse ele, iria morrer sem fazer: todas as vezes que vamos à praia, já coloco uma muda de roupa para cada um dos meninos, na sacola deles já fica shampoo, condicionador e sabonete líquido. Assim, quando entram no carro, já podem dormir e ir direto para cama, sem rola aquele stress de cansaço + obrigação do banho.

Também já aprendi com ele que não adianta me culpar se não conseguir dar atenção que os meninos merecem, porque o que dou no dia a dia, eles já se sentem amados e seguros. Eu, quando não conseguia ter momentos a sós com cada um dos três ao longo do dia, chorava muito à noite, me sentia culpada, achava que eles não se sentiriam amados.

Coisa de mãe, não é mesmo? Mas, depois que passei a escutar o meu marido, mas principalmente, a forma como ele é pai, aprendi que não preciso me sentir a pior mãe do mundo, por não conseguir suprir as minhas expectativas como mãe, afinal, o importante é o que eu dou para eles ao longo dos dias.

A verdade, meninas, é que se pensássemos objetivamente como os homens, seriam mães mais leves e menos frustradas (no sentido de querer dar todo o mundo para os filhos); mas é claro que a vida não teria tanta graça sem o nosso jeitinho complicado e feminino de ser, né?

Mas fica a lição de que, se pararmos e observarmos a forma como os pais tratam os filhos, a forma como eles lidam com as adversidades e até mesmo as situações mais banais do dia a dia, podemos aprender a sermos mães de uma forma mais tranquila e leve.

E você o que aprendeu ou já aprendeu com o pai dos filhotes por aí? Me conta?!? Adoro trocar experiências com vocês!!!