Amamentação, Babies, Comportamento

Cama compartilhada – saiba tudo a respeito



Cama compartilhada. Para muitos um absurdo, para outros, a salvação. Há quem condene. Há quem defenda. E de verdade? Acho que não deve ser nem oito, nem oitenta. Há, sim, muitos benefícios, mas há também um lado não tão bom.

E aqui vou contar as minhas três experiências, além de citar estudos científicos a respeito da cama compartilhada, afinal, quero trazer o maior conteúdo possível para que você coloque na balança e conclua se, para a sua realidade, vale a pena ou não praticar.

Benefícios comprovados

Entre todos os benefícios, o maior é o fato de estimular o aleitamento materno em si. Uma pesquisa das universidades de Durham e Newcastle (Inglaterra) verificou que dormir com o bebê impacta em uma probabilidade significativamente maior de amamentar por pelo menos seis meses.

Isso se traduz em menos infecções, menor risco de obesidade e de outras doenças no futuro e melhor capacidade cognitiva, especialmente nas habilidades verbais e sociais.

Um outro benefício apontado por estudos é o de que quem pratica a cama compartilhada acaba criando adultos mais seguros, pois tiveram a segurança necessária nos primeiros anos de vida, quando sentia a mãe por perto, durante a noite.

O bebê percebe quando está isolado e precisa do cheiro, do calor e da  movimentação dos cuidadores para se tranquilizar. Quando mamam e têm contato pele e pele com os pais, desenvolvem-se melhor nos aspectos cognitivo e afetivo.

“Quando pergunto, em palestras, quem nunca dormiu na cama dos pais, menos de 5% das pessoas levantam a mão. E nada de mal aconteceu. Infelizmente, o risco de morte súbita não pode ser reduzido a zero e alguns bebês vão morrer, independente do que os pais fizerem. Os estudos mais recentes provam que o risco só é significante em situações específicas. Ou seja, as pessoas têm direito de se organizar para dormir como acharem apropriado, sem ter de sucumbir a normas absurdas.”
Carlos González, pediatra espanhol, especialista em aleitamento e autor dos livros Manual Prático do Aleitamento Materno e Bésame Mucho – Como Criar Seus Filhos Com Amor (ambos da Ed. Timo)

Malefícios comprovados

Pesquisas indicam que o risco de morte súbita de quem pratica cama compartilhada é grande.

Eu, sinceramente, não consigo acreditar nisso, mas são pesquisas científicas e eu não posso ir contra elas.

Aliás há pesquisas que indicam que o risco de morte súbita acontece com bebês que tomam fórmula, e não são amamentados. Talvez isso faz mais sentido, mas como também não dei mamadeira para os meus filhos, não tenho argumentos práticos para expor aqui.

 Um levantamento das universidades inglesas de Bristol e Warnik, com quase 2 mil famílias, que concluiu que a cama compartilhada é inapropriada somente em circunstâncias específicas: se os pais consomem álcool, drogas ou fumam, se dormem em um sofá ou se o recém-nascido é prematuro. Na ausência desses fatores, os riscos seriam mínimos. McKenna ainda ressalta que as particularidades dos bebês que mamam no peito contribuem para que fiquem seguros. “Eles não se movem tanto pela cama como os que não são amamentados. Mesmo os maiores, com mais de 6 meses, tendem a ficar próximos ao corpo da mãe. Por isso, evitar quedas e outros acidentes é fácil.” Na opinião dele, se conduzido da maneira correta, o breastsleepingnão só deixa de representar ameaça como atua na prevenção da morte súbita. “Essa dinâmica triplica o número de mamadas por noite. E quanto maior a frequência, maior a proteção.”

Minhas experiências

Com o Eduardo

O Dudu dormiu no berço desde o dia que saiu da maternidade e assim permaneceu por uns 6 meses, onde meu cansaço bateu forte e eu já me sentia segura em colocá-lo na cama para dormir comigo e com o pai. Aquele negócio de acordar, levantar, pega-lo no berço, por no mínimo 5 vezes, estava acabando comigo.

Por que não comecei a cama compartilhada antes com ele? Porque me sentia insegura! Tinha medo de esmagá-lo durante à noite, medo dele se sufocar com um edredom… enfim, coisas que poderiam tirar a vida dele sem que eu e o marido percebêssemos. E de verdade? Isso são mitos, porque depois que o bebê passa a dormir na mesma cama, nós despertamos um cuidado ainda maior.

Assim a partir dos 6 meses até aproximadamente 02 anos e 03 meses, quando  o Arthur nasceu, o Dudu dormiu na minha cama. E foi a melhor decisão que tomei, afinal, ele mamava muito, e eu não acordava tão cansada.

Preciso dizer que assim que o Dudu foi para a cama dele, no seu quartinho, o sono permaneceu o mesmo, e ele não é nem foi uma criança insegura.

Com o Arthur

A cama compartilhada com o Arthur não aconteceu assim que ele saiu da maternidade. Primeiro, porque ele teve coqueluche e ficamos internados num hospital. Além disso, ele teve laringomalácia, então, precisava dormir mais inclinado, e aí a opção foi deixa-lo dormir ao lado da minha cama, mas no carrinho dele.

Passado o desespero dessa fase, aí sim, o Arthur começou a cama compartilhada conosco. Isso foi por volta dos 4 meses de vida dele.

A cama compartilhada com o Arthur durou um tempo menor, porque engravidei do Pedro e no final da gestação não encontrava posição alguma para conseguir dormir com ele.

Da mesma forma que aconteceu com o Eduardo, o Arthur, quando foi para a sua própria cama, dormiu super bem, e também é uma criança super segura.

Com o Pedro

A cama compartilhada com o Pedro foi desde a sua saída da maternidade. Estava separada à época, então, ele acabou sendo a minha companhia até completar 1 ano e 6 meses, quando eu já me sentia extremamente esgotada e realizei o desmame noturno dele.

Nesse meio tempo, eu até tentei colocar ele no seu berço, mas ele nunca aceitava. Sempre que o colocava no berço, era um verdadeiro escândalo, então, a cama compartilhada era a única opção até então.

Depois que eu realizei o desmame noturno, ele passou a dormir no mesmo quarto que os irmãos, e às vezes que ele acordou à noite, ia direto para a cama de um dois dois irmãos.

Saldo Geral Depois de 3 Camas Compartilhadas

Eu sou completamente a favor da cama compartilhada. Não acredito na teoria que diz que quem pratica a cama compartilhada acaba formando uma criança insegura, ao contrário, acho que meus filhos são muito seguros e isso se deu por terem tido a mãe ao lado deles durante os primeiros meses e ano da vida deles.

Também preciso frisar que aqueles meus receios de colocar um bebê para dormir na mesma cama que os pais – rolar e esmagar o bebê, sufocamento com edredom e/ou lençol – são apenas mitos! Eu não sei explicar o motivo, mas há um alerta de proteção inconsciente de que tem um bebê na sua cama e você não ultrapassa os limites que sabe onde ele está.



  • Tatiana

    Adorei esse post, tbm sou super a favor da cama compartilhada, minha filha tem 1 ano e 2 meses e dorme conosco na cama, eu até já tentei colocar no berço, mais ela sempre acorda e volta a dormir na cama, e não posso mentir que fico esperando pq eu adoro dormir pertinho dela, fora que quando crescer vai querer ter o espaço só dela e aí agente vai se arrepender de não ter vivido cada momento bem coladinho, sobre os riscos de morte súbita e como vc mesmo diz Bárbara , parece que existe um alerta quando tem um bebê na cama é incrível isso. Bjosss.