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Biblioteca da Mamãe



Demorei muito tempo para sentar e escrever um post sobre indicações de livros para a biblioteca da mamãe, talvez por medo dos comentários que receberei ao tratar de certos livros que não indico de jeito nenhum ou talvez por ter demorado muito tempo para conseguir realmente montar uma biblioteca que mereça a atenção de todas as mães. Fato é que, hoje, após mais de 04 anos imersa nesse universo materno-infantil, posso dizer que tenho uma bagagem nesse assunto e, assim, claro, compartilhar com todos vocês.

Ah, o título do post não quer dizer que os papais de plantão não serão abrangidos no post, tá?!? É que como 80% das leitoras são mulheres, resolvi intitular assim. Mas, papais, podem continuar a leitura, porque, com toda certeza, os livros mencionados também te auxiliarão nessa jornada mais importante da sua vida, que é ser pai.

1. “Os segredos de uma encantadora de bebês”, da Tracy Hogg

Antes do Dudu nascer, eu li “Os segredos de uma encantadora de bebês”. À época, antes dele nascer e ter que colocar tudo em prática, achei tudo lindo e maravilhoso e saia dizendo para todas as amigas grávidas, que deveriam ler também. Hoje tenho uma opinião bem diferente!

A autora acha que devemos “adestrar” o nosso bebê para que possamos ter uma certa tranquilidade em saber que horas as coisas podem acontecer. Bem, nesse aspecto, acho ele interessante, pois nos ajuda a criar uma rotina – da qual sou a defensora número 1 – no entanto, em especial, para as mães de primeira viagem, as coisas podem ser bem diferentes e criar uma ansiedade enorme na nova mãe, podendo levar, inclusive, a uma depressão pós parto. Sim, já soube de casos assim!

A minha opinião: vale, sim, a leitura. MAS não se prenda a todas as regras que a autora tenta impor. Você pode começar aos poucos e se perceber que as coisas não serão como no livro, deixe pra lá! Não se culpe por não conseguir todos os passos, afinal, cada bebê é um bebê! No entanto, não deixe de criar uma rotina em casa, após o nascimento do bebê, já que isso vai te ajudar demais, inclusive, quando ele crescer um pouco mais. Como costumo dizer, rotina é tudo quando temos crianças em casa. Pelo bem da criança, pelo bem dos pais, pelo bem do casamento!

2. “Nana, Nenê”

A chuva de críticas e ofensas que, possivelmente, receberei neste post se dará pela não indicação deste livro. Eu sei que existem inúmeros defensores do método ensinado no livro “Nana, nenê”, mas, eu como adepta da criação com apego, não posso concordar de maneira alguma em deixar seu bebê chorando num outro ambiente, longe dos pais, para que ele possa passar a dormir uma noite inteira. Aliás, ele, não, os pais. Porque se um bebê acorda à noite, certamente, algo ele tem, seja fome, sede ou até mesmo a necessidade do aconchego da mãe.

Ah, muito fácil, você julgar quem adota o método “nana, nenê”, Bárbara, porque os seus filhos dormem a noite toda. Não, meus filhos passaram a dormir uma noite toda depois que completaram 1 ano e 8 meses (Dudu) e 1 ano e 6 meses! Até então, acordava, sim, todas as noites. Amamentava, dava colo, trocava a fralda molhada que estava incomodando, mas não os deixava chorando por tempo algum para que pudessem aprender a dormir sozinhos.

O colo, o aconchego, o vínculo, como um todo, é uma necessidade real para o bebê, já que eles precisam desse vínculo com os pais para se orientarem e crescerem, portanto, você deixá-lo chorar por sei lá quantas noites para que ele possa aprender a dormir sozinho, vai, sim, causar prejuízos à formação do seu filho!

A maternidade (como a paternidade também) é uma fase de muita resiliência e resistência, afinal, para mim, Bárbara, sono é algo mais do que necessário, mas, pelos meus filhos, eu passava (e ainda passo) noites em claro. Então, para quem quer dar colo em tempo integral para o filho, porque sabe que isso não vai fazer mal algum ao filho, que não vai torná-lo dependente de você, fuja desse livro!!!

3. “Criando filhos em tempos difíceis”

Esse tem sido o meu xodó atualmente. É de autoria da Elizabeth Monteiro, uma psicóloga maravilhosa, que nos ajuda e muito a sermos pais mais presentes.

Nesta obra ela traz as brincadeiras como um passo fundamental na criação de bebês e crianças, além disso, nos dá muitas dicas de como lidar com filhos ansiosos (aqui quero destacar, se você é uma mãe ansiosa, certamente seu filho será. Portanto, mude já, para o bem do seu maior tesouro!), filhos ciumentos, entre outros.

Tem sido um presente que tenho dado para as minhas amigas e depois de um certo tempo, elas me agradecem muito, porque conseguiram enxergar vários pontos que estavam errando na criação de seus filhos.

4. “A Culpa é da mãe”, Elizabeth Monteiro

Apesar de o título levar apenas à mãe, é um livro indicado para qualquer pessoa que se interesse pelos relacionamentos humanos. Uma leitura leve, mas ao mesmo tempo muito séria, porque nos traz alguns puxões de orelha, que realmente precisamos tomar de quem está de fora da relação mãe-filho, pai-filho.

Neste livro, ela trata, dentre outros assuntos, sobre alimentação, culpa, birra, agitação, limites, sono, irmãos, ciúme, família, paciência, separação.

Como já havia dito, super indico todos os livros da Elizabeth Monteiro, porque, além de psicóloga, é um ser humano iluminado, com um super alto astral e que nos passa tudo isso nas páginas das suas obras.

5. “Cadê o pai dessa criança”, Elizabeth Monteiro

Apesar de voltado para os pais, as mães também devem lê-lo, porque traz informações valiosíssimas para que possamos criar e educar os nossos pequenos, tarefa muitas vezes complicada, né? Dei de presente pro marido que adorou!!!

“Pais ausentes, descomprometidos, perdidos em seus papéis. Nessa realidade contemporânea, se A culpa é da mãe, cadê o pai da criança?
Baseada em sua experiência clínica e em pesquisas diversas, Betty Monteiro aborda os conflitos familiares, os modelos inadequados de pais – ilustrados com casos clínicos – e dá sugestões para resgatar a identidade paterna e mostrar sua importância na formação dos pequenos”

6. “Crianças francesas não fazem manha”, Pamela Druckerman

Ganhei este livro recentemente da minha mãe. Li alguns trechos e achei bastante interessante, mas ainda não tenho uma opinião completamente formada a respeito, como nos que citei acima. No entanto, após tantos comentários positivos a respeito dele lá no IG do Baby Dicas (@babydicas), não poderia deixar de indicá-lo. Assim que terminar de lê-lo, farei uma resenha aqui para vocês, ok?!?

7. “A maternidade e o encontro com a própria sombra”, Laura Gutman

Acho que toda mulher, antes de optar em ser mãe, deveria ler esse livro! Eu confesso que muitas vezes, ao longo da leitura, deixei o livro de lado, chorei, chorei e chorei, porque ele nos toca em pontos que, muitas vezes, não queremos lembrar que já passamos, seja em relacionamentos com nossos pais, com nossos irmãos ou com a própria vida. No entanto, tudo isso é necessário para que possamos criar um relacionamento ainda melhor com nossos filhos.

Portanto, se ainda não leram, vale super a pena!!! Principalmente, para as mães de primeira viagem, onde tudo ainda é super desconhecido nesse novo mundo que passará a existir com a chegada do bebê.

Por fim, ainda acho válido ter na biblioteca da mamãe, os 5 livros sobre alimentação dos bebês neste post aqui.

Tenho certeza de que estes livros vão ajudar muito na nossa maternagem. Lembrando: mais importante do que livros, é o nosso coração que vai nos dizer se estamos ou não no caminho certo!!!

E, me contem, quais livros vocês indicam ou não para que possamos ter na biblioteca da mamãe?!?