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Meu filho afogou sob os meus olhos



Não sei você, mas eu quando escuto alguma história de que algo aconteceu com alguém, me ponho no lugar da pessoa, mas não sei o porquê acho que não vai acontecer comigo.

Pois é, mas a vida ontem me pregou uma peça (de terror), para me mostrar que, sim, tragédias também acontecem na minha vida, na minha família, para ser ainda mais exata, com o meu filho caçula. Ontem o Pedro caiu numa piscina funda sob os meus olhos!

Ainda fecho os olhos e vejo toda a cena se repetir, sem eu ainda entender como aquilo aconteceu – tudo tão rápido e tão perto de mim. Graças a Deus, não teve nada sério, além do susto. Claro que, se eu não tivesse me jogado na piscina, em seguida à queda dele, tudo seria diferente, e eu, com certeza, não estaria aqui escrevendo sobre isso.

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Ontem, em específico, deixamos os meninos sem as bóias que sempre colocamos, quando vamos para a piscina. Estávamos fazendo um churrasco e já havíamos combinado com os meninos, que não teria piscina.

Os mais velhos, depois de muito insistirem, conseguiram convencer a mim e ao pai, e ficaram sentadinhos na parte mais rasa. Pedro, sempre afoito, quis seguir os irmãos, mas eu logo tratei de arrumar algo que o distraísse.

Sabe aqueles segundos que parecem intermináveis? Pois é, eu não sei precisar o tempo exato em que tudo aconteceu, mas sei que em questões de segundo, meu bebê havia caído no fundo de uma piscina, eu vi a cena, e me joguei na piscina com celular, chave e tudo o mais que estava nos bolsos do meu short.

Quando pulei, vi a carinha dele de desespero lá no fundo daquela piscina. Agarrei pelo macacão que ele estava vestido e logo voltamos à superfície.

Ontem, pude comprovar algo que muito foi falado recentemente na TV e nas redes sociais – quando um afogamento acontece, aquele escândalo que estamos acostumados a ver em novelas e filmes, não existe. É um silêncio dolorido, essa que é a verdade!

A pessoa que se afoga, fica de fato, desesperada, mas não consegue ter reação – é algo que realmente deixa a pessoa paralisada. É uma cena horrível e que não quero ter que presenciar nunca mais na vida!

Algo que me deixou ainda mais em pânico foi perceber que a criança, quando cai na piscina, ela vai direto para o fundo, mas não consegue voltar, e aí é que está o grande perigo, pois ela só voltará à superfície, quando os pulmões encherem de água e isso significa, que ela não estará mais com vida.

Estou aos prantos só de imaginar que isso poderia ter acontecido.

Além dos cuidados que já sabemos, acredito que é sempre válido trazer novamente, afinal, informação útil nunca é demais, né? Então, se você presenciar um afogamento com crianças, faça o seguinte:

No caso de afogamento em grande quantidade de água, a primeira coisa é resgatá-la, se possível sem entrar na água.

Veja se a criança está respirando. Se estiver coloque-o de lado para expelir a água que bebeu.

Se não estiver respirando, aplique a respiração boca a boca e massageie o tórax da criança. Recuperar a respiração o mais rápido possível é muito importante para evitar que a criança sofra alguma lesão cerebral.

Leve a criança para um lugar mais quentinho e seco mais próximo possível e coloque cobertores ou algo que a aqueça.

Confira sua respiração e pulso. Se estiver consciente, coloque-a em posição de recuperação e controle sua respiração. Acalme a criança.

Troque suas roupas úmidas e isole-a do frio.

A criança deve receber ajuda médica imediatamente, assim que possível.

Fonte: Guia Infantil

Algo que aprendi com esse susto com o Pedro, foi que, ainda que eles não entrem na piscina, só o fato de estar próximo de uma, eles não devem ficar sem as bóias. E, claro, irei matriculá-lo hoje mesmo numa aula de natação.

E, se você também é daquela pessoa que, sabe da possibilidade de uma tragédia acontecer, mas acredita que não irá acontecer com você – como eu pensava – saiba que acontece, sim, e em frações de segundos.