A cada mil gestações, até seis podem ser acometidas pela placenta de baixa implantação ou placenta prévia. Simplificando, isso ocorre quando a placenta implanta-se na parte inferior do útero, podendo cobrir parcial ou totalmente o seu colo, ou seja, permanecendo à frente do bebê. A atenção dada à gestante e os cuidados com gravidez dependerão da posição em que se encontra a placenta, que pode até mesmo ser impedimento ao parto vaginal por obstruir a passagem.
É muito importante entender que a placenta de baixa implantação vista nos primeiros meses de gravidez pode desaparecer com seu avanço, pois o aumento uterino desloca a placenta para uma altura de segurança na grande maioria dos casos.
As causas da placenta prévia não são bem conhecidas. O principal fator de risco é a operação cesariana em gravidez anterior, mas idade avançada, gestações anteriores, placenta prévia em gravidez anterior, antecedente de infecção uterina, tabagismo, fertilização in vitro e gemelaridade na gravidez vigente também podem ser fatores predisponentes.
O diagnóstico é normalmente dado em ultrassonografia obstétrica de rotina, em mulheres sem sintomas. Contudo, o alerta mais comum dá-se pelo sangramento vaginal sem dor nos últimos meses de gravidez. Esse sangramento ocorre principalmente por que a parte inferior do útero se estende na segunda metade da gravidez, o que leva a placenta baixa a se descolar.
Nos casos de permanência da placenta de muito baixa implantação, pode ser recomendado evitar o parto vaginal. Os critérios para essa decisão ficarão a cargo do obstetra, que apresentará as opções mais seguras para o parto. A cesariana estará indicada nos casos em que a placenta estiver obstruindo o canal de parto, seja a obstrução total ou parcial, pelo risco elevado de sangramentos.
O acesso fácil e rápido a um serviço hospitalar de referência é, sem dúvida, algo a se garantir à gestante com placenta prévia. Sangramentos vaginais, contrações uterinas ou dor devem ser motivos para atendimento médico emergencial. Fica aqui uma última dica: repouso físico relativo e abstinência sexual a partir do diagnóstico podem ser importantes para preservação da saúde da mamãe e do bebê.
Crédito de imagem:
Babycenter (http://brasil.babycenter.com/pregnancy/complicacoes/placenta-previa/)
Fontes consultadas:
[1] Santana DSN, Maia Filho NL, Mathias L. Conceito, diagnóstico e tratamento de placenta prévia acreta com invasão de bexiga: revisão sistemática da literatura. Femina 2010;38(3):146-53.
[2] Royal College of Obstetrcians and Gynaecologists. Placenta Praveia and placenta accreta: diagnosis and management. Guidelina No. 27, 2005.

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3 comentários para "Placenta prévia: o que a gestante deve saber" | Adicione o seu »
Nossa…
Adorei este post.
Estou grávida de 29 semanas e estou com placenta baixa, ocluindo parcialmente o colo do útero.
o que não consigo entender é porque só foi detectado com 24 semanas de gestação.
Já tinha feito 4 ultras antes e tava tudo normal.
Minha médica disse que a placenta não desce….só sobe…o que será que aconteceu? será que os médicos que fizeram as ultras não observaram?
Não tive nenhum sangramento mas estou fazendo repouso e graças a Deus está tudo bem comigo e com minha bebe…
Parabéns pelo site!
Não sabia que a incidência era tão baixa. Eu tive placenta prévia nas minhas duas gestações. Não tive sangramento em nenhum momento e o parto foi cesáreo.
oi
estou de 25semanas e tambem tenho placenta previa parcial. O meu medico disse-me para nao me preocupar, pois isso e mais normal do que se sabe. Claro esta que devo ter cuidados como todas as gestantes, e que com o desenvolvimento do feto e pressoes como a urinaria ajudariam a fazer subir a placenta. Claro que em caso de dores ou hemorragias convem contactar o medico.Desejo sorte e uma horinha pequenina…